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Vereadores debatem possibilidade de paralisação das atividades da UFOP

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Vice-reitor informa que corte chega na casa dos 21 milhões de reais.

A preocupação com o futuro da educação pública superior federal foi o principal tema da 25ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Mariana. Durante a sessão, que aconteceu na última segunda-feira, 26, os vereadores debateram o corte do orçamento da Universidade Federal de Ouro Preto, UFOP, que possui atuação também em Mariana. O contingenciamento dos repasses para as instituições federais anunciado em maio deste ano pelo Governo Federal será prejudicial para o funcionamento da UFOP. Isso porque o orçamento anual da entidade que hoje gira em torno de R$ 65 mi sofrerá redução de R$ 21 mi já no segundo semestre de 2019.

O debate foi requerido pelo vereador Cristiano Vilas Boas (PT). Segundo o edil, é preocupante a forma como a atual gestão federal tem enfrentado a educação pública. “É lamentável como a forma como o corte do orçamento pouco preocupa o atual presidente e sua equipe. A educação tem papel fundamental para toda a sociedade, não só na formação de profissionais, como na construção de novos conhecimentos através das bolsas de pesquisas de pós-graduação e científicas”, ponderou o parlamentar.

Além dos vereadores participaram também do encontro o vice-reitor da UFOP, o professor Doutor Hermínio Arias Nalini Júnior, o pró-reitor de planejamento e desenvolvimento da UFOP, o professor Doutor Eleonardo Pereira, e o coordenador da comissão de comemoração dos 50 anos da UFOP, Flávio Andrade. O vice-reitor da instituição apresentou alguns dados que refletem o impacto que a falta de recursos pode ter. Segundo Hermínio, atualmente, em Mariana, são recebidos 2.620 alunos na graduação e 393 nos cursos de mestrado e doutorado. “O contingenciamento anunciado pelo Governo Federal é determinante para o futuro da UFOP. Sem este recurso corremos sério risco de não conseguirmos arcar com nossos compromissos financeiros e, assim, sermos obrigados a paralisar nossas atividades, em parte, ou em casos mais determinantes, totalmente”, lamentou o gestor.

Os vereadores Geraldo Sales (PDT), Bruno Mol (MDB), José Jarbas Ramos Filho (PTB) e Antônio Marcos Ramos de Freitas (PHS) fizeram coro na preocupação com o impacto que a interrupção das atividades da entidade pode causar no município, com a suspensão de receita, mas principalmente no prejuízo educacional que toda a comunidade sofrerá. Ficou decidido que a Câmara elaborará um documento para o Governo Federal e para o Congresso Nacional tentando diálogo para reversão da situação, além de tratativas locais para a busca de soluções.

50 anos – Nessa incerteza que passam as instituições federais, a UFOP vivencia um momento antagônico, que é a comemoração dos seus 50 anos de fundação (21 de agosto). Hoje, a instituição possui cerca 11.700 alunos de graduação em 53 cursos presenciais e à distância. São 1.026 professores e 750 técnicos administrativos. Já na pós-graduação, são 2.044 alunos. A UFOP é dividida nos campi de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade. Durante as festividades diversas ações de conscientização, valorização histórica e divulgação das atividades serão desempenhadas. Uma comissão foi criada para organizar as comemorações. Viste o site dos 50 anos e confira todas as informações: https://ufop.br/50anos

Instalações – O vice-reitor anunciou também, durante a reunião, que o contrato de renovação do aluguel do Seminário Nossa Senhora da Boa Morte, em contrato entre a UFOP e a Arquidiocese de Mariana, está em fase de finalização. A reitora da UFOP já assinou o documento e o mesmo foi encaminhado para a autoridade religiosa que terminará o procedimento. Assim, o Instituto de Ciências Humanas e Sociais da UFOP será mantido no Campus Wilson Chaves.

SAAE – Durante a reunião dos vereadores, um grupo de moradores compareceu ao plenário para reivindicar sobre um anúncio feito na última semana pelo SAAE nas redes sociais que comunicava o corte do fornecimento de água para as unidades residenciais e comerciais que não estiverem em dia com o pagamento da Tarifa Básica Operacional, TBO. Os vereadores mostraram indignação com a medida e ressaltaram que o próprio prefeito condenou o anúncio, também através das suas redes sociais. Ficou decidido que, através de solicitação formal, o assunto será debatido em plenário, ainda em data a ser definida e que os vereadores apresentarão requerimento conjunto para questionar cobranças indevidas.

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