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Oferta de soro antipeçonhento e incidência de dengue em Mariana são temas de reunião

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Atendendo ao Requerimento de número 67/2019 do vereador Gerson Cunha (PSC), assinado conjuntamente pelo vereador Deyvson Ribeiro (SD), a Câmara de Mariana realizou reunião na tarte desta terça-feira, 07. Na oportunidade, foram debatidos temas referentes à saúde pública em Mariana, entre eles a disponibilidade de soro antipeçonhento e casos de dengue.

Gerson Cunha afirma que pacientes, vítimas de picadas de animais peçonhentos, informaram a ele sobre desassistência do soro no hospital local. Fizemos esse requerimento para esclarecer os fatos e fomos informados que existe uma determinação estadual para a disponibilização das doses, fugindo da competência do município. Apesar disso, vamos elaborar um ofício para o governo estadual solicitando a revisão dos parâmetros, garante o edil.

Os esclarecimentos que o vereador se refere foram dados por representantes da Secretaria Municipal de Saúde e pela direção do Hospital Monsenhor Horta. Segundo os profissionais, o número de doses para o tratamento de picada de animais peçonhentos disponibilizados em cada cidade é calculado pela incidência dos acidentes no último ano. Assim, apenas quando uma dose é utilizada para tratamento é que outra pode ser retirada em Belo Horizonte, na sede do departamento responsável pela gestão, na Secretaria de Estado de Saúde. O grande problema é que, ainda segundo os técnicos, o horário de funcionamento do local é comercial, não funcionando durante a noite e aos finais de semana. Assim, caso mais de uma pessoa seja picada ao mesmo tempo ou que haja demanda maior aos finais de semana e feriados, o paciente deverá ser transferido para outra unidade regional, ou para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, que é referência neste tipo de tratamento.

DENGUE – Outro tema tratado durante a reunião foi a dengue. A pedido do vereador Deyvson Ribeiro questionamentos sobre a incidência dos casos em Mariana foram incluídos no requerimento. O vereador se disse surpreso pela alta dos casos, que, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, chegam a 76 confirmados (sendo 73 autóctones – contraídos em Mariana -, e 03 importados de outras cidades).

É importante que saibamos a extensão do problema antes que a dengue volte a ser uma epidemia. Recebemos, na reunião, a informação que o governo do Estado não disponibilizará mais o material específico para que os locais de proliferação do Aedes aegypti sejam tampados, sendo necessário um trabalho ainda mais intenso de prevenção e de conscientização, pondera o edil.

A subsecretária municipal de Sistema Sanitário de Saúde Pública, Ana Lúcia Horta Vitória, foi quem passou os dados aos vereadores e afirmou que outro problema encontrado pelo setor são os lotes vagos, que acabam colaborando para o aumento dos pontos de procriação do mosquito. Deyvson Ribeiro afirma ainda que cobrará do Executivo Municipal a construção de um “bota fora” regular para abrigar os depósitos de restos de materiais da construção civil, o que, segundo ele, poderá colaborar para a redução dos problemas.

Créditos/Fotos: Ascom/CMM

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